A apenas 32 km a sudeste de Chiclayo, na região de Lambayeque, ergue-se Zaña – uma cidade colonial parada no tempo, classificada como Patrimônio Cultural da Nação e reconhecida pela UNESCO como "Sítio da Memória da Escravidão e do Patrimônio Cultural Africano".
Fundação: 29 de novembro de 1563 (Santiago de Miraflores de Zaña)
Distância de Chiclayo: 32 km / 45-50 minutos
Altitude: 58 metros
Status: Patrimônio Cultural da Nação + Sítio UNESCO
Característica Especial: Epicentro da cultura afro-peruana
Visita recomendada: Meio dia completo
Ao contrário das "cidades fantasmas", Zaña é hoje um povoado habitado com aproximadamente 3.761 habitantes em seu centro histórico, e mais de 17.500 habitantes em todo o distrito. As ruínas não são simples restos arqueológicos, mas o ambiente de vida diária de uma comunidade orgulhosa de sua herança que continua crescendo e se desenvolvendo.
O sítio está classificado como "Repositório Vivo da Memória Coletiva Afro-Peruana" pelo Ministério da Cultura peruano, um testemunho único de resiliência cultural e memória coletiva.
A história de Zaña lê-se como um romance épico: fundacão gloriosa, prosperidade extraordinária, tragédias sucessivas e renascimento cultural. Esta cronologia única faz de Zaña um caso de estudo excepcional da história colonial peruana.
O sítio foi ocupado pelo povo Saña, descendentes da Cultura Mochica. Viviam principalmente nas encostas do Cerro Corbacho, um sítio arqueológico agora ameaçado por escavações ilegais.
O nome "Zaña" provém do mochica colonial Çañap, testemunhando a antiga ocupação humana neste vale fértil.
Em 1604, o cronista Reginaldo de Lizárraga descreve Zaña como "abundantísimo... un pueblo de españoles de no poca contratación", destacando sua importância comercial.
No início do século XVII, Vázquez de Espinosa nota a presença de uma catedral, três conventos (Dominicanos, Franciscanos, Agostinianos), e um hospital – claros sinais de prosperidade.
No início de 1900, Zaña experimenta uma renovação demográfica com a chegada de imigrantes japoneses e chineses para trabalhar nas haciendas açucareiras. Muitos estabelecem-se permanentemente, abrindo bodegas e pulperías.
2015: O Ministério da Cultura peruano classifica Zaña como "Repositório Vivo da Memória Coletiva Afro-Peruana" (R.M. N° 187-2015-MC)
2017: A UNESCO reconhece Zaña como "Sítio da Memória da Escravidão e do Patrimônio Cultural Africano"
Estado atual: Patrimônio Cultural da Nação com 4 igrejas preservadas das 7 originais
As ruínas de Zaña representam um testemunho excepcional da arquitetura colonial peruana. Apesar da destruição, quatro das sete igrejas sobrevivem, oferecendo um panorama único dos estilos barroco e gótico no norte do Peru.
Das 7 igrejas barrocas originais de Zaña, 4 resistiram invasões e inundações:
Igrejas desaparecidas: Santo Domingo, San Juan de Dios, La Compañía de Jesús
Apesar da destruição, a Iglesia Matriz (igreja principal) conserva seu espetacular frontispício barroco. A fachada de adobe ainda apresenta elementos decorativos:
A igreja La Merced oferece o testemunho mais comovedor da destruição. Restam apenas as bases das paredes e alguns arcos, permitindo-nos entender a escala monumental das construções coloniais.
Os edifícios de Zaña ilustram perfeitamente as técnicas avançadas de construção em adobe desenvolvidas durante o vice-reinado:
• Paredes massivas: Até 1.8 m de espessura para resistir terremotos
• Fundações profundas: Sistema de estacas de madeira de algarrobo
• Correntes horizontais: Vigas de quinual integradas nas paredes
• Revestimentos protetores: Mistura de barro, palha e cal (tapia)
• Decoração: Estuque de cal trabalhado, pigmentos naturais
"As ruínas de Zaña não são pedras mortas, mas páginas de história esperando serem lidas, onde cada arco colapsado conta uma epopeia, cada parede rachada sussurra uma memória colonial."
Além de suas pedras coloniais, Zaña vive e respira ao ritmo da cultura afroperuana. Reconhecida pela UNESCO como sítio de memória da escravidão, Zaña é hoje o epicentro vivo da preservação e transmissão desse patrimônio único.
2015: O Ministério da Cultura do Peru declara Zaña "Repositório Vivo da Memória Coletiva Afroperuana" (Resolução Ministerial Nº 187-2015-MC)
2017: A UNESCO inclui Zaña no programa "Sítio de Memória da Escravidão e do Patrimônio Cultural Africano"
Significado: Reconhecimento oficial de Zaña como repositório vivo da memória histórica e artística da presença afroperuana no Peru.
📍 Endereço exato: Calle Independencia 645, Zaña
🕒 Horário de funcionamento: Terça a domingo, 9:00 – 17:00
🎫 Tarifas :
• Adultos: S/. 5.00
• Estudantes (escolares): S/. 3.00
📞 Contato:
Telefone: (074) 431-042
Email: museoafroperuano@yahoo.es
📚 Coleções principais:
• Fotografias históricas da comunidade afroperuana
• Instrumentos musicais tradicionais (cajón, queixada de burro)
• Objetos cotidianos do período colonial e pós-escravidão
• Documentos originais sobre a escravidão no Peru
• Exposições temporárias sobre tradições afroperuanas vivas
💡 Bom saber: Primeiro museu afroperuano comunitário do Peru, declarado "Sítio de Memória da Escravidão" pela UNESCO em 2017. Importante contribuição para a preservação do patrimônio cultural afroperuano.
Descubra outros museus fascinantes do norte peruano e de Chiclayo,
desde tesouros arqueológicos até tradições culturais vivas.
Museu Brüning • Tumbas Reales • Museu Nacional de Sicán
27 de abril: Santo Toribio de Mogrovejo – Padroeiro da cidade, procissões e danças tradicionais
15 de maio: São Isidro Labrador – Padroeiro dos agricultores, celebrações da colheita com influências africanas
29 de novembro: Fundação de Zaña – Festa principal da cidade, recriações históricas, música e gastronomia
Dezembro: Festa da Virgem do Carmo – Sincretismo religioso característico
4 de junho: Dia da Cultura Afroperuana – Celebrações especiais, oficinas culturais, apresentações artísticas
A praça principal de Zaña foi remodelada para homenagear o patrimônio afroperuano:
"Em Zaña, cada batida do cajón conta uma história de resistência, cada passo de dança celebra a liberdade, e cada receita transmite a memória dos ancestrais. Aqui, a cultura afroperuana não é uma lembrança, mas uma realidade vibrante que molda o futuro."
Todas as informações práticas para organizar sua visita a Zaña a partir de Chiclayo: transportes, horários, preços, serviços e dicas para uma experiência bem-sucedida.
Saída: Terminal Epsel de Chiclayo (Av. Nicolás de Piérola)
Transporte: Combis diretas para Zaña
Frequência: A cada 20–30 minutos, 6:00 – 20:00
Tarifa: 7–8 soles por pessoa (ida simples)
Duração: 45–60 minutos, dependendo do tráfego
Chegada: Terminal de combis em Zaña, a 5 minutos a pé do centro
Rota: Chiclayo → Panamericana Norte → Saída Zaña (após Reque e Mocupe)
Distância: 32 km a partir do centro de Chiclayo
Duração: 40–50 minutos
Pedágio: Nenhum
Estacionamento: Espaços gratuitos próximos à Plaza de Armas e às principais ruínas
Condições da estrada: Asfaltada até Zaña, excelente sinalização
Tarifa: 90–120 soles, dependendo das inclusões (guia, alimentação, transporte)
Vantagens: Guia francófono/anglófono, logística simplificada, visitas combinadas
Reserva: Recomendada com 24 horas de antecedência, possível a partir do seu hotel
| Sítio | Horários | Última Entrada | Dias de Abertura |
|---|---|---|---|
| Convento de San Agustín | 8:00 – 17:00 | 16:30 | Todos os dias |
| Convento de San Francisco | 8:30 – 16:30 | 16:00 | Todos os dias |
| Museu Afroperuano | 9:00 – 17:00 | 16:45 | Terça a Domingo |
| Ponte Suspensa | 7:00 – 18:00 | 17:45 | Todos os dias |
| Plaza de Armas | Acesso livre 24/7 | - | Todos os dias |
Para organizar sua visita a Zaña a partir de Chiclayo, estes são os principais gastos a considerar:
🎫 Tarifa principal de entrada:
A entrada no Convento de San Agustín custa aproximadamente 5 soles por pessoa. Essa tarifa pode incluir uma visita guiada básica.
🏛️ Museu Afroperuano:
Contribuição sugerida de aproximadamente 5 soles. Crianças geralmente entram gratuitamente.
🚍 Transporte desde Chiclayo:
• Combis públicas: Cerca de 7–8 soles por pessoa (ida simples)
• Saída: Terminal Epsel de Chiclayo
• Retorno: Últimas saídas de Zaña por volta das 19:00–20:00
🍽️ Alimentação:
Um almoço típico em restaurantes locais custa entre 25 e 40 soles (prato principal, bebida, sobremesa).
👨🏫 Guia local (opcional):
Caso deseje os serviços de um guia local, planeje um orçamento adicional. As tarifas são negociáveis no local, conforme a duração da visita e o tamanho do grupo.
1. Dinheiro em espécie: Leve soles em notas pequenas (10–20 soles). Não há caixa eletrônico em Zaña.
2. Tarifas negociáveis: Valores para guias e alguns serviços costumam ser flexíveis, especialmente na baixa temporada.
3. Grupos: Grupos com mais de 8 pessoas podem, às vezes, obter tarifas reduzidas nas entradas.
4. Baixa temporada: De dezembro a abril, alguns serviços podem oferecer preços mais vantajosos.
Localização: Rua principal, em frente à Plaza de Armas de Zaña
Horários: Segunda a sábado, 8:30–13:00 / 14:30–17:30 (variável)
Serviços: Mapas gratuitos, recomendações de guias, informações sobre festivais
Contato: +51 974 XXX XXX (número municipal)
Alternativa: Solicitar informações na Prefeitura do Distrito de Zaña
Visitar Zaña é muito mais do que uma simples excursão arqueológica: é uma viagem emocional através dos séculos, um encontro autêntico com a história viva do Peru colonial e afro-peruano.
• Autenticidade histórica: Você caminha pelas mesmas ruas onde se desenvolveu a epopeia colonial do norte peruano.
• Cultura viva: Zaña não é um museu fechado, mas uma comunidade que orgulhosamente perpetua sua herança.
• Acessibilidade única: A apenas 45 minutos de Chiclayo, é a excursão cultural perfeita de meio dia.
• Emoção garantida: A atmosfera das ruínas ao entardecer, as histórias dos guias locais, os sabores da gastronomia de fusão criam lembranças duradouras.
Zaña nos ensina uma lição preciosa sobre resiliência cultural. De uma cidade destruída por desastres naturais e invasões emergiu uma comunidade determinada a preservar sua identidade. As ruínas falam não apenas de destruição, mas também de reconstrução; as tradições contam não apenas o passado, mas constroem o futuro.
Se o seu tempo permitir, considere combinar sua visita a Zaña com outros locais da região de Lambayeque. A riqueza cultural dessa área permite, por exemplo, descobrir pela manhã as ruínas coloniais de Zaña e à tarde os tesouros arqueológicos Moche do Museu Tumbas Reais de Sipán, em Lambayeque, criando assim um roteiro histórico completo da região.
"Zaña é um diálogo silencioso entre pedras e memórias, onde cada arco desmoronado conta uma glória passada, cada muro rachado sussurra uma tragédia superada, e cada sorriso local celebra um renascimento cultural. Aqui, a história não é uma lição nos livros, mas uma emoção que se vive, se sente e se compartilha."
Com todas essas informações práticas, agora você está perfeitamente preparado para viver a experiência única de Zaña. Não se esqueça do protetor solar, da curiosidade e do respeito por essa comunidade extraordinária.
Tenha uma excelente viagem no tempo em Zaña!