Cielo Azul - Agência de viagens em Huancavelica

Especialista em Turismo Solidário e Comunitário

Cielo Azul – Turismo solidário e autêntico em Huancavelica

E se a sua viagem ao Peru tivesse um impacto humano real? Baseada em Huancavelica, uma das regiões mais autênticas e preservadas dos Andes peruanos, Cielo Azul é muito mais que uma agência de viagens: é um programa de turismo solidário gerido pela associação sem fins lucrativos Pukullawa.

Desde 2007, a Cielo Azul oferece experiências únicas em paisagens espetaculares: mais de 200 lagoas de águas cristalinas, montanhas que ultrapassam os 5.300 metros de altitude, vilarejos de pedra carregados de história colonial e pré-inca, e o famoso rio turquesa de Vilca, o mais longo do Peru. Cada circuito é uma imersão na natureza selvagem e nas tradições vivas das comunidades andinas.

O que torna a Cielo Azul verdadeiramente especial é o seu compromisso social: os lucros do turismo apoiam diretamente as crianças e adolescentes da associação Pukullawa, através de programas educativos, financiamento de professores e acolhimento de voluntários internacionais. Viajar com a Cielo Azul é escolher um turismo responsável, justo e humano, onde cada encontro é sincero e cada momento partilhado tem significado.

Acompanhados por José Antonio de la Cruz Huaylla, fundador apaixonado, e por vezes pelo seu famoso cão-guia Boby, os viajantes exploram tesouros escondidos como as minas de Santa Bárbara, as cidades fantasmas de Santa Bárbara e Choclococha, ou a montanha "Tobogán en el Cielo Azul". Uma aventura fora dos roteiros habituais, recomendada pela Pérou Découverte.

Entrevista Exclusiva Cielo Azul - Turismo Solidário em Huancavelica

Peru Découverte encontra José Antonio, fundador da Cielo Azul, para uma entrevista exclusiva sobre turismo solidário e experiências autênticas em Huancavelica, nos Andes peruanos.

🏢 TEMA 1: APRESENTAÇÃO E IDENTIDADE

1. Poderia apresentar sua agência, Cielo Azul? (Nome, ano de criação, filosofia, especialidades e áreas de atuação em Huancavelica).

"Claro, com prazer. A Cielo Azul nasceu em 2009 como programa turístico da associação sem fins lucrativos Pukullawa, criada em 2007. Utilizamos o mesmo RUC da associação porque nossa razão de ser sempre foi a mesma: ajudar crianças e adolescentes de Huancavelica em situação de pobreza e dificuldades sociais.

Atualmente, nossa agência está localizada em novas instalações, na rodovia Huancavelica-Pisco, em Callqui Chico. No início desta aventura éramos três, mas hoje trabalho praticamente sozinho, com o apoio de algumas comunidades locais.

Nossa filosofia é clara: praticamos turismo solidário e vivencial. Trabalhamos em toda a região de Huancavelica, especialmente nas áreas altoandinas, comunidades camponesas e locais de grande riqueza natural como lagoas, montanhas, sítios arqueológicos e águas termomedicinais."

2. A Cielo Azul se define como uma agência de "turismo solidário em Huancavelica". Poderia explicar exatamente o que esse conceito significa e como difere do turismo sustentável ou responsável tradicional?

"O turismo solidário vai além de ser simplesmente responsável ou sustentável. Para nós, significa que o turismo contribui diretamente para o desenvolvimento econômico, social e cultural das populações locais. Implica a participação direta das comunidades, troca cultural genuína, profundo respeito pela natureza e, o mais importante, uma distribuição justa dos recursos.

No nosso caso, há um vínculo direto de solidariedade entre os viajantes e as comunidades que acolhem. Não buscamos apenas causar o menor impacto negativo, mas gerar um impacto positivo tangível. Trabalhamos em estreita colaboração com várias comunidades andinas em Huancavelica, garantindo um preço justo aos nossos colaboradores para que possam desenvolver novos projetos comunitários graças ao turismo."

3. Vocês são o programa turístico da associação sem fins lucrativos Pukullawa. Como surgiu esse vínculo e por que decidiram criar uma agência de viagens para apoiar o trabalho da associação?

"A ideia nasceu em 2006 e criamos a agência em 2009 com o RUC da Pukullawa. A associação trabalha desde 2006 em programas de assistência social e desenvolvimento pessoal para aproximadamente 50 crianças de 6 a 17 anos que vivem em situação de pobreza, com atraso escolar e múltiplas dificuldades sociais.

Desde 2006, recebemos o apoio da Solidaile da França, que nos fornece principalmente apoio logístico e envia voluntários para dar aulas de francês e inglês às crianças desfavorecidas. Em 2025 e para este ano de 2026, a Solidaile também nos ajudará financeiramente a pagar os professores que dão aulas às crianças. Muitos desses professores nem sempre têm emprego estável, e essa ajuda também cobre suas despesas de transporte e alimentação.

Até 2024, a agência destinava automaticamente 20 soles por cada tour vendido à associação. Agora, mudamos o sistema: solicitamos uma doação voluntária diretamente aos turistas. Cada viajante decide livremente o valor que deseja contribuir. Esses fundos são usados principalmente para pagar os professores e suas passagens de Huancavelica para Callqui Chico, que fica a cerca de 20 minutos, e às vezes também para preparar alimentos para as crianças."

🎣 TEMA 2: EXPERIÊNCIA E OFERTA TURÍSTICA EM HUANCAVELICA

4. Huancavelica é uma região ainda pouco explorada pelo turismo internacional. Que experiências autênticas e fora do comum vocês oferecem para descobrir sua riqueza cultural e natural?

"Huancavelica é uma região muito especial, cercada por inúmeras montanhas e aproximadamente 200 lagoas. Entre as lagoas mais conhecidas temos Pultocc, Choclococha, Orccococha, San Francisco e Cceullaccocha (ou Ceullaccocha) entre outras. Quanto às montanhas, destacam-se Yana Orqo (Cerro Negro), perto dos planaltos de Huamanrazu; o próprio Huamanrazu, um dos picos nevados mais altos da região com mais de 5.304 metros; o Apu Citaq, um dos picos que também atinge 5.328 metros; o nevado Condoray, o nevado El Altar com mais de 5250 metros, e muitos outros.

Descobri uma montanha que batizei de 'O Tobogã no Céu Azul', graças a um turista francês chamado Joseph, de quem falarei depois. Esta montanha é especial porque sua forma permite uma descida particularmente bonita.

Nossa região tem duas estações bem definidas: a estação chuvosa, que é de baixa afluência turística, e a estação seca, de maio a novembro, quando recebemos mais visitantes. Nesta época, as paisagens são espetaculares e as estradas estão em melhores condições."

5. Além dos circuitos clássicos, pode nos falar de uma rota ou experiência específica que permita um verdadeiro encontro com as comunidades locais e suas tradições?

"Temos vários circuitos emblemáticos. Permita-me detalhar dois dos mais importantes:

Circuito 1: Minas de Santa Bárbara - A cidade fantasma
Este circuito percorre a história desde a época pré-inca até a contemporânea. Começamos em Sacsamarca, uma vila de pedra declarada Patrimônio Cultural da Nação em 2003. Aqui encontramos uma ponte colonial e uma impressionante igreja colonial.

Em seguida, chegamos à usina de processamento de mercúrio e aos escritórios administrativos que fazem parte da mina de Santa Bárbara da época republicana e contemporânea. É importante mencionar que é proibido entrar nesses escritórios. Continuamos para o mirante turístico natural a 4200 metros, de onde se pode ver toda a cidade de Huancavelica.

Finalmente, visitamos a Portada de Belén, conhecida como a entrada da galeria da histórica mina de Santa Bárbara. É uma estrutura colonial icônica que apresenta em sua entrada o brasão do Rei Carlos III e uma imagem em alto relevo de San Cristóbal. Esta galeria foi iniciada em 1601 e levou 40 anos para ser concluída, sendo parte fundamental da 'Mina de la Muerte', a principal fonte de mercúrio durante o vice-reinado. Embora a galeria esteja selada por razões de segurança ao público, a porta e o brasão colonial permanecem visíveis.

Este circuito pode ser prolongado para fazer turismo vivencial até os planaltos de Huamanrazu, onde se podem ver duas lagoas e camelídeos em seu habitat selvagem, como alpacas e vicunhas. É interessante saber que em Huancavelica existem duas cidades fantasmas: Santa Bárbara e também Choclococha.

Circuito 2: O rio turquesa mais longo do Peru
Este é um novo circuito que estamos promovendo. Trata-se do rio Vilca, localizado no distrito de Vilca e Moya, considerado o rio de cor turquesa mais longo do Peru. Suas águas são cristalinas, quentes e sua cor característica se deve aos minerais. Estende-se por aproximadamente 35 quilômetros e é ideal para canoagem, pesca de trutas e natação.

O percurso começa na vila de Tansiri, onde oferecemos uma experiência autêntica de turismo vivencial: cantos andinos e herranza andina. A herranza é um ritual ancestral de marcação de gado onde se homenageia a Pachamama e os Apus com cantos, música e fitas coloridas para a fertilidade do gado.

Em seguida, visitamos a vila de Manta e sua igreja colonial, para depois chegar às fontes termais de Ayhuicha (ou Awicha), um paraíso natural gratuito com águas mineromedicinais de aproximadamente 20°C, cercadas por eucaliptos. Finalmente, chegamos à Ponte Warichaca e Turumanya, onde se pode praticar canoagem opcionalmente."

6. Vocês mencionam trabalhar em estreita colaboração com as comunidades. Como vocês integram concretamente os fornecedores locais (guias, hospedagens familiares, artesãos) e como garantem um "preço justo" para eles?

"Trabalhamos diretamente com comunidades como a de Sacsamarca, através dos Tambos, que são plataformas do Ministério do Desenvolvimento e Inclusão Social que aproximam os serviços estatais das áreas rurais. A comunidade camponesa de Sacsamarca, oficialmente reconhecida em 1936, dedica-se principalmente à produção agropecuária, com fazendas comunais de ovinos, bovinos e camelídeos.

Garantimos um preço justo pagando diretamente aos comunitários pelos seus serviços: quando alguém da comunidade nos ajuda com um guia local, oferece hospedagem ou compartilha suas tradições como a herranza, recebe uma compensação econômica justa e previamente acordada. Isso lhes permite desenvolver pequenos projetos comunitários graças aos recursos do turismo."

7. Qual é o "circuito estrela" da Cielo Azul em Huancavelica e qual recomendaria a um viajante que busca uma experiência diferente e com impacto positivo?

"Nosso circuito mais conhecido são as minas de Santa Bárbara, pelo seu valor histórico. Mas para um viajante que busca algo realmente diferente e com impacto positivo, recomendaria sem hesitar a rota das lagoas espelho e o rio turquesa. Combina natureza espetacular, aventura de canoagem, relaxamento em fontes termais e, o mais importante, um encontro cultural autêntico com as comunidades através da herranza e dos cantos andinos. É uma experiência completa que mostra o melhor de Huancavelica."

8. Que tipo de viajantes costumam escolher a Cielo Azul? (aventureiros, culturais, famílias, viajantes com consciência social) E como adaptam seus serviços às suas expectativas?

"Recebemos principalmente viajantes aventureiros. Muitos deles preferem visitar os lugares por conta própria, e nós fornecemos todas as informações necessárias para que o façam com segurança. Faz parte do nosso apoio solidário: compartilhar nosso conhecimento sem impor um serviço se não precisarem.

Desde a pandemia, o perfil dos nossos visitantes mudou. Antes, aproximadamente 60% eram estrangeiros. Agora recebemos mais casais e famílias peruanas. A associação Pukullawa também está aberta a receber voluntários que desejem dar aulas de idiomas às crianças, o que atrai viajantes com forte consciência social."

🌿 TEMA 3: COMPROMISSO SOLIDÁRIO E IMPACTO LOCAL

9. Como aplicam o turismo responsável em suas operações? (ex: grupos reduzidos, apoio a projetos locais).

"Aplicamos o turismo responsável de várias maneiras. Primeiro, trabalhamos com grupos reduzidos para minimizar o impacto nas comunidades e na natureza. Segundo, como já mencionei, garantimos preços justos a todos os nossos colaboradores locais. E terceiro, temos um vínculo direto com a associação Pukullawa, que é o coração do nosso modelo solidário."

10. Vocês transferem parte dos lucros para o programa Pukullawa. Poderia explicar como esses fundos são utilizados? Que projetos educacionais, sociais ou de saúde beneficiam diretamente as crianças e adolescentes de Huancavelica?

"Atualmente, é o viajante que decide livremente o valor que deseja doar. Não há um valor fixo obrigatório. Esses fundos recebidos são usados principalmente para pagar os professores que dão aulas de apoio às crianças. Muitos desses professores não têm emprego estável, e essa renda é vital para eles. Também cobrimos seus custos de transporte de Huancavelica para Callqui Chico, onde fica nosso local. Ocasionalmente, as doações também servem para preparar refeições para as crianças. É uma ajuda direta e concreta."

11. Além da contribuição econômica, de que forma a presença de viajantes e o diálogo intercultural beneficiam as crianças da Pukullawa e as comunidades visitadas?

"O intercâmbio cultural é muito valioso. As crianças têm a oportunidade de conhecer pessoas de outros países, praticar idiomas como francês ou inglês com os voluntários da Solidaile e abrir suas mentes para o mundo. Para as comunidades, receber viajantes interessados em suas tradições, como a herranza ou os cantos andinos, reforça o valor de sua própria cultura e as motiva a mantê-la viva. É um orgulho compartilhar o que são."

12. Vocês trabalham com outras iniciativas comunitárias ou ambientais na região? Conte-nos um caso concreto de um projeto que pôde ser desenvolvido graças aos recursos do turismo solidário.

"Trabalhamos diretamente com as comunidades em cada tour, mas o caso mais concreto é o apoio contínuo à Pukullawa. Graças às doações dos viajantes, conseguimos manter o programa de professores de forma mais estável. Além disso, ao trabalhar com comunidades como Sacsamarca, o fato de receberem uma renda justa pela participação nos tours permitiu, em alguns casos, melhorar pequenas infraestruturas comunitárias ou comprar insumos para suas atividades de pecuária."

13. A nível ambiental, que iniciativas específicas desenvolveram para que o turismo em Huancavelica seja mais respeitoso com a natureza?

"Antes de cada partida, damos instruções claras aos viajantes sobre limpeza e higiene. O principal é não jogar resíduos, recolher todo o lixo e respeitar os espaços naturais. Incentivamos e desenvolvemos atividades mais respeitosas com o meio ambiente, promovendo o mínimo impacto nas lagoas, montanhas e rios que visitamos. É fundamental para nós preservar esses ecossistemas frágeis."

🛡️ TEMA 4: LOGÍSTICA, VALOR ACRESCENTADO E CONSELHOS

14. Por que um viajante deveria reservar uma experiência com a Cielo Azul em vez de uma agência convencional ou uma multinacional?

"Porque na Cielo Azul praticamos turismo solidário e vivencial. Você não só conhecerá paisagens incríveis, mas viverá uma experiência humana autêntica. Você compartilhará com as comunidades, conhecerá suas tradições e, além disso, sua visita terá um impacto positivo direto na vida de crianças e famílias de Huancavelica. Cada sol que você deixa aqui, fica aqui, ajudando nosso povo. Você não é um mero turista, é um viajante solidário."

15. Trabalhando em áreas rurais e às vezes remotas, como garantem a segurança e a satisfação dos viajantes diante de possíveis imprevistos (clima, mudanças de itinerário)?

"Huancavelica é uma cidade bastante tranquila e segura em todo o Peru. Como em qualquer cidade, recomendamos evitar sair após as 22 horas. Em relação aos tours, se por razões externas, como problema climático ou de acesso, um tour não puder ser realizado, reembolsamos o valor ao viajante. Sempre priorizamos a segurança e a transparência."

16. Poderia compartilhar uma anedota ou uma lembrança especial de um viajante cuja visita a Huancavelica com vocês teve um impacto profundo, seja nele mesmo ou na comunidade que conheceu? Algo que reflita o verdadeiro espírito da Cielo Azul.

"Com muito prazer. Recebi uma vez um turista francês chamado Joseph. Durante sua estadia, meu cão Boby, que costuma me acompanhar nos passeios, apegou-se muito a ele. Boby caminhava ao seu lado, protegia-o e guiava-o pelos trilhos, como se fosse um guia extra. Boby é muito querido em Huancavelica, acompanha os turistas em rotas como a mina de Santa Bárbara, a floresta de pedras e as lagoas, sempre procurando caminhos seguros. Seu senso de orientação e carisma o tornaram famoso entre os que visitam a região.

Joseph e eu simpatizamos muito e mantemos contato desde então. Foi precisamente Joseph quem me deu a ideia do nome de uma montanha que eu havia 'descoberto': 'O Tobogã no Céu Azul'. Essa anedota reflete o espírito da Cielo Azul: um encontro autêntico, um cão que cuida de você, uma amizade que atravessa oceanos e um nome que nasce dessa conexão especial entre um viajante e nosso lugar."

📆 TEMA 5: CONSELHOS DE ESPECIALISTA E TENDÊNCIAS

17. Como especialista em Huancavelica, que lugar ou experiência da região recomendaria fortemente a um viajante que busca autenticidade e por quê?

"Recomendo quatro coisas imperdíveis:

  • As minas de Santa Bárbara e a cidade fantasma: Pelo seu incrível valor histórico e as vistas do mirante.
  • O rio turquesa de Vilca e Moya: Pela sua beleza natural única e a oportunidade de canoagem.
  • A rota das lagoas espelho: Um circuito menos conhecido mas fascinante, com lagoas que refletem as montanhas como espelhos.
  • As montanhas Puka Puncho, 'O Tobogã no Céu Azul, Cerro Bandera e Cerro Apu Antanque ': Pela sua grande beleza que dá cor à montanha, o silêncio torna-se luz.

E se falamos de sítios arqueológicos, Huancavelica tem vários de grande importância: Ccaccasiri em Acoria e Uchkus Inkañan em Yauli, um importante centro administrativo e religioso a 3713 m de altitude com terraços e espelhos d'água esculpidos na rocha para estudos astronômicos; a Floresta de Pedras de Sachapite, localizada a cerca de 3900 m, a 40 minutos de Yauli; as cavernas Killa Machay (quíchua Killa lua, machay caverna, 'caverna da lua') e as tumbas pré-hispânicas de Allpas em Acobamba; e o complexo arqueológico de Inca Wasi em Huaytara, com edificações incas incluindo praças e observatórios astronômicos."

18. Que erro os viajantes devem evitar na sua primeira visita a uma região como Huancavelica para garantir uma troca respeitosa e enriquecedora com as comunidades?

"O erro mais comum é não pedir permissão antes de tirar fotos das pessoas ou de seus pertences. É sempre preciso perguntar primeiro. Outro erro é não saber recusar educadamente quando um local oferece comida e você não quer ou não pode aceitar. É preciso fazê-lo com respeito, explicando gentilmente a situação. A chave é a comunicação respeitosa em todos os momentos."

19. Observam uma demanda crescente pelo turismo vivencial ou slow travel? Como integram essas tendências em seus programas para oferecer experiências mais autênticas?

"Honestamente, não observamos uma demanda particularmente forte nesse sentido ainda. Huancavelica é uma região pouco conhecida, e a maioria dos viajantes que vêm são aventureiros em busca de natureza. No entanto, já integramos o turismo vivencial de forma natural em nossos circuitos, como em Tansiri com a herranza. Acreditamos que é o caminho certo para oferecer algo autêntico e diferenciado."

📞 TEMA 6: CONTATO E COLABORAÇÃO

20. Como os viajantes podem reservar uma experiência com a Cielo Azul? Oferecem vantagens para reserva direta?

"Os viajantes podem nos contatar diretamente por WhatsApp ou e-mail. Não temos um sistema de descontos especiais para reservas diretas, mas garantimos que o atendimento será personalizado e que todas as informações de que precisam serão obtidas diretamente de nós, sem intermediários."

21. Para terminar, que tipo de parcerias procuram com outros atores turísticos (agências francófonas, operadores especializados) para dar a conhecer o seu modelo de turismo solidário e a região de Huancavelica?

"Sim, procuramos ativamente alianças, especialmente com agências e operadores turísticos, nacionais e internacionais, que compartilhem nossa visão de turismo responsável e solidário. No entanto, atualmente temos poucas parcerias consolidadas. Estamos muito abertos a conhecer operadores francófonos ou especializados em turismo comunitário que queiram incluir Huancavelica em suas rotas e nos ajudar a divulgar este belo destino e nosso modelo solidário."

Muito obrigado, José Antonio, por compartilhar conosco o belo trabalho da Cielo Azul e por nos mostrar o coração solidário de Huancavelica!

🤝 Associação Pukullawa - Apoio à Infância em Huancavelica

⚖️ Sem fins lucrativos · Criação: 2007

Missão: Apoiar crianças de 6 a 17 anos em situação de pobreza e dificuldades sociais (atraso escolar, vulnerabilidade).

Ações: Aulas de apoio (francês, inglês) com voluntários da Solidaile (França), pagamento de professores locais, alimentação.

Vínculo com Cielo Azul: A agência (programa turístico da Pukullawa) canaliza doações voluntárias de viajantes para sustentar os projetos educativos.

💡 Como ajudar? Os viajantes podem doar diretamente (valor livre) durante sua visita ou contatar a Cielo Azul.

Depoimentos de Viajantes

Em breve encontre aqui as avaliações de viajantes que utilizaram os serviços da Cielo Azul em Huancavelica. Se você viajou com a agência deles, sinta-se à vontade para deixar um depoimento!

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