Chavín de Huántar é um dos sítios arqueológicos mais importantes e enigmáticos do Peru. Classificado como Patrimônio Mundial da UNESCO, este centro cerimonial foi o coração da cultura Chavín, uma civilização pré-inca que influenciou grande parte dos Andes entre 1500 e 300 a.C.
Ao contrário dos sítios incas mais recentes, Chavín o mergulha nas origens místicas das civilizações andinas. Sua arquitetura complexa, galerias subterrâneas e esculturas icônicas como o Monólito Lanzón proporcionam uma experiência arqueológica única, longe das multidões de Machu Picchu.
O sítio consiste em várias plataformas, praças e templos construídos em pedra. A visita o levará por um labirinto de corredores subterrâneos onde sofisticados sistemas de aquedutos geravam efeitos sonoros impressionantes durante os rituais. O Museu Nacional de Chavín, localizado na entrada, abriga valiosas peças originais.
A cultura Chavín é considerada a primeira grande civilização unificadora dos Andes Centrais, frequentemente qualificada como um "horizonte cultural". Sua influência religiosa e artística se estendeu por uma vasta região. O sítio de Chavín de Huántar servia como um importante centro oracular e de peregrinação, atraindo devotos de muito longe para consultar os sacerdotes e as divindades.
A arquitetura é caracterizada por plataformas em "U" e sistemas complexos de drenagem. A arte Chavín é famosa por seu estilo "horroroso" (estilo aterrorizante), misturando traços humanos e animais (onça, serpente, aves de rapina) para criar imagens de divindades poderosas, gravadas em pedra e argila.
O sítio está aberto de terça a domingo, das 9h00 às 17h00 (última entrada às 16h00). Fecha às segundas-feiras, 1º de janeiro, 1º de maio e 25 de dezembro.
Ingresso adulto estrangeiro: 15 soles peruanos (aproximadamente 4 USD).
Ingresso estudante: 8 soles (mediante apresentação de carteira ISIC válida).
O ingresso inclui acesso ao Museu Nacional de Chavín.
Reserve entre 2 e 3 horas para explorar o sítio arqueológico e o museu minuciosamente. A visita às galerias subterrâneas pode não ser aconselhável para pessoas com claustrofobia.
A estação seca (de abril a outubro) é ideal, com tempo ensolarado e pouca chuva. Os meses de junho a agosto são os mais secos, mas também os mais frios pela manhã. A estação das chuvas (novembro a março) pode dificultar o acesso e deixar as trilhas escorregadias.
Huaraz é o ponto de partida indispensável para visitar Chavín. A viagem dura aproximadamente 3 horas (109 km) cruzando o Túnel de Kahuish a 4.500 m de altitude, oferecendo paisagens espetaculares.
As vans partem do terminal terrestre de Huaraz. A viagem custa aproximadamente 15-20 soles por pessoa (ida). Partidas frequentes pela manhã, o retorno deve ser organizado à tarde.
Muitas agências locais de confiança oferecem excursões de um dia. Este pacote geralmente inclui transporte de ida e volta, guia e às vezes almoço. É a opção mais prática.
Você pode negociar uma diária com um táxi. É mais caro, mas oferece flexibilidade para fazer paradas no caminho, por exemplo no sítio arqueológico de Yanashalash.
A visita a Chavín pode ser combinada com outros sítios da região em um circuito do norte do Peru: após Huaraz, continue para a costa (Trujillo e Chan Chan) ou para o Cañón del Pato.
A vila de Chavín, a 5 minutos do sítio, merece uma pequena caminhada por sua atmosfera andina autêntica. Você encontrará pequenos restaurantes que oferecem pratos locais como a truta fresca da região.
No caminho de volta para Huaraz, pare neste magnífico lago de montanha localizado a mais de 3.900 m de altitude, cenário perfeito para uma pausa fotográfica.
De volta a Huaraz, você poderá visitar o Museu Arqueológico de Áncash, que complementa perfeitamente a descoberta da cultura Chavín com suas coleções de estelas e cerâmicas.